VIVA!
VIVA-SE ENTRE CIDADES ...
VIVA!
VIVA-SE EM QUALQUER IDADE ...
Hoje falei contigo. Falei contigo do que senti, do que sentia mas não tive coragem de dizer o que sinto. Pelo menos directamente não tive coragem de te falar do que sinto. Falei do que fomos, do que um dia poderíamos ter sido mas não falei do que quero ser. Ridículo este meu medo de magoar os outros. Ridícula esta minha mania de tentar proteger-te quando já não faz sentido.
O que eu gostaria de acrescentar ao que te disse? Que estou feliz, que me encontrei depois de tantas desilusões, que sou cada vez mais eu sem receios de sanções ou ilusões, que sinto cada vez mais o que vivo e vivo cada vez mais porque sinto. Que o amor só faz sentido quando nos sentimos assim em pleno, que o amor só faz sentido quando damos sem esperar receber e, quando recebemos sem contabilizar o que demos.
O que eu gostaria de te agradecer? Agradecer-te a decisão que tomaste porque se assim não fosse não era quem sou, não tinha amadurecido o que amadureci e, com toda a certeza não estava no ponto em que estou. Nós dois? Fomos um misto de caminhos e encruzilhadas onde as hesitações se sobrepuseram às decisões, onde valores mais altos se elevaram e onde o amor ficou escondido sempre com o pressuposto que não acabaria. Hoje sorri ao recordar momentos de ternura, risos e sorrisos mas também sofri ao recordar momentos de angústia e de indecisões.
Hoje podia ter-te dito que estou feliz, que voltei a amar e que sou amada como mereço. Hoje podia ter dito que estou onde sempre quis estar, hoje podia ter falado mais mas não quis.
Porque hoje cheguei àquele momento de vida que estou onde quero estar, digo o que quero dizer e faço o que me apetece fazer. Porque hoje cheguei aquele momento de vida onde se percebe que há coisas que simplesmente não valem a pena.
Hoje? Mais que ontem e de certeza menos que amanhã vivo o que merece ser vivido sempre com a certeza de onde estou e para onde quero ir.
Ando ausente dos vossos e do meu canto. Ando ausente das letras, dos textos e daquilo que me dá tanto prazer. Ando ausente procurando não o estar. Ando ausente não por falta excessiva de tempo mas porque o tempo deixou de render. Ando ausente não porque me tivesse desiludido com este mundo ou por outra qualquer razão negativa.
Ando ausente porque o tempo passa entre escolas, reuniões, estudos e refeições. Ando ausente porque o tempo passa entre noites de leitura e momentos de ternura. Ando ausente porque o tempo passa entre conversas, planos, vontades e desejos. Ando ausente enquanto deixo de pensar como eu e começo a pensar como um nós.
Ando ausente em sonhos e realidades, vivo entre suspiros e emoções. Caminho calmamente entre planos e objectivos e abraço cada vez mais as realizações.
Ando ausente a viver, a planear e a realizar. Ando ausente a rir e a sorrir, ando ausente entre encontros e reencontros.
Ando ausente sem saber por quanto tempo. Ando ausente mas sinto-me bem assim a Viver uma Vida que Merece Ser Vivida.
Vive, apaixona-te, relaciona-te mas sempre assim com uma vontade
DO TAMANHO DO MUNDO
De rebolar a rir com os meus filhos, de olhar quando eles estão a dormir, gosto quando rimos juntos, gosto de os acompanhar mas gosto sobretudo de os ver crescer. de sentir o cheiro do mar e passear descalça seja em que época do ano for. Gosto de falar com o mar e ouvir o que ele tem para me dizer. Gosto de assistir a um pôr do sol. Gosto de comer um bom petisco. Gosto de ver montras mais do que fazer compras. Gosto de estar sozinha ou acompanhada. Gosto de ler e escrever, enfim gosto do que me dá prazer.
Gosto daqueles que fazem parte da minha vida, dos amigos e da familia. Gosto de conversas inteligentes misturadas com risadas. Gosto de desabafos sinceros que se misturam em lagrimas indecisas entre o riso e o choro. Gosto de cumplicidades criadas por partihas mais ou menos poderadas. Gosto de estar e de sentir, gosto de ser sem ter de dizer que o sou.
Gosto de te ter comigo, de ouvir a tua voz e de te sentir tão perto. Gosto cada vez mais dos planos que fazemos, das decisões que tomamos, do mundo que planeamos. Gosto do que me fazes sentir e gosto de te fazer sentir. Gosto do que somos, do que temos e do que tenho a certeza que teremos. Gosto do que fomos, do que somos e do que ainda vamos ser. Gosto porque um dia me ensinaste que o importante era gostar de mim.
Gosto deles, Gosto de Ti mas Gosto sobretudo de mim
São mulheres! São mulheres que podem ser mães, filhas, sobrinhas, madrinhas, afilhadas ou apenas amigas. Isso são, são com toda a certeza amigas. Sente-se na forma como se cumprimentam quando vão chegando, vê-se na simplicidade dos gestos, no olhar sincero, nos abraços desejados mas sobretudo na alegria que transparece sempre que alguém chega. São efusivas no trato, na forma como se elogiam bem como na forma como vivem este momento. Falam, sorriem e gesticulam. Riem de coisas simples com a simplicidade de uma gargalhada. Choram de emoção e riem com o coração. Falam de tudo da família, dos filhos, do emprego, da última viagem da próxima compra e riem da última piada. Sinto-as seguras, maduras mas sobretudo de bem com a vida. Por ali não se sente lamento fútil ou dor infundada por ali sente-se espírito positivo e tratado de boa disposição.
Tem com certeza problemas todos nós temos problemas. Tem vidas diferentes, modos de ser diferentes e gostos efectivamente diferentes. Vê-se pelo modo como se vestem, deslocam e falam, mas não se nota na forma como se relacionam. São todas diferentes mas todas muito iguais talvez por isso resulte tão bem.
Vejo-as por aqui de vez enquanto uma vez por mês talvez nunca contabilizei mas não devo estar enganada. Olho-as e imagino as horas que passaram ás compras juntas, as vezes que adormeceram ao telefone a apoiarem-se, os aniversários que já passaram juntas, as vezes que trocaram de roupas, os choros, os abraços, as risadas, os nascimentos dos filhos, os casamentos e os baptizados. Olho-as sem ver maldades ou invejas, dor ou discussão. Porque por aqui sente-se e cheira-se amizade.
Riem cada vez mais alto, traçam planos fazem convites e tomam decisões. Percebe-se nitidamente quem está mais próximo de quem não só geograficamente mas sobretudo emocionalmente. Combinam-se as próximas saídas, elaboram-se planos de acção para os próximos saldos, comentam-se as ultimas tendências das modas e comenta-se efectivamente as preferências em relação ao sexo oposto.
Olho-as e vejo-as despidas de preconceitos, juízos de valor ou receios . Por aqui sinto-as autênticas, elas mesmas como se por aqui vivessem um outro mundo onde só elas podem entrar onde só elas podem viver. Olho-as e entendo-as porque já lá estive um dia, num outro grupo diferente, numa outra realidade mas também lá estive. Entendo-as e gosto de as ver faz-me pensar em todos os momentos que vivi e nas recordações que retive.
Depois saem, abraçam-se, despedem-se sempre com a certeza de que são e serão amigas, partes de vidas partilhadas e cumplicidades assumidas. Aquelas que muitas não entendem mas que outras tem a certeza que existem. São assim mesmo elas, mulheres e amigas.
As pessoas que não vivem e que lhes faz confusão que os outros vivam. As pessoas que não lutam e que lhes faz confusão que os outros lutem. Os que criticam apenas por criticar e os que criticam porque lhes dá prazer. Incomoda-me os que vivem mais a vida dos outros do que a própria vida.
Incomoda-me os que podiam ser felizes e insistem em ser tristes. Incomodam-me os que perdem vida a lamentar-se. Incomodam-me os que não sabem rir e os que nunca sorriem. Incomoda-me os que se escondem por detrás de conceitos e preconceitos mas incomodam-me mais os que nos impõe regras e preceitos.
Incomoda-me aqueles que sentem vergonha de amar e de dizer o que sentem. Incomoda-me os que nunca sentiram o prazer de apenas sentir. Incomoda-me aqueles que em vez de viverem passam pela vida. Incomoda-me aqueles que procuram a felicidade no outro quando a felicidade deve estar nele próprio.
Incomoda-me que existam pessoas que se sintam incomodadas com o que somos, sentimos e vivemos.
O que é que querem? Incomoda-me
28 de Outubro de 2009 lá por fora continua tudo na mesma a corrupção persiste, as guerras não param, os interesses materiais sobrepõe-se ao respeito pelos princípios básicos de uma sociedade e um mundo que tinha tudo para sorrir chora cada vez mais.
Cá dentro o Benfica continua a ganhar jogos só para se armar e o Paulo Bento revelou o seu lado mais humorístico e continua a acreditar no título. A Alexandra Lencastre está deprimida porque está gorda e ainda não percebi se a Manuela Moura Guedes volta ou não volta. A Elsa Raposo já não está com o Kleber que acho que voltou para a mulher mas ainda dá umas voltinhas com a Elsa (e antes que me acusem de que sou má língua foi ela que disse não fui eu).
Cá por casa começamos a dar valor e importância a certos momentos: a importância do momento em que em vez de tocar no botão do -1 toquei no botão do -2 e andei uma enormidade de tempo á procura do carro, a importância do momento em que resolvo pedir ajuda nos perguntam a matricula do carro e nós não sabemos, a importância do momento em que nos lembramos de perguntar “Afinal estamos em que piso? Ah então desculpe estacionei no andar de cima”. Momento único? Aquele em que literalmente tropeçamos no padre da paroquia e ele pergunta à filha mais nova se ela anda na catequese ao que ela responde com o ar mais feliz do mundo “Não ando na catequese mas ando no hip hop queres ir ver-me?”.
Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo Eu mesma.
Existem momentos de que gosto especialmente. Gosto de acordar com tempo, poder-me espreguiçar e dormitar enquanto penso nas coisas boas que tenho. Gosto de dizer que te amo mesmo que seja em pensamento, gosto de abraçar em planos, gosto de te recordar por momentos.
Gosto de ser quem sou, de saber para onde vou, e de saber o que quero. Gosto de rir sozinha dos meus disparates e gosto de os partilhar com quem merece. Gosto de estar sem pressas para poder viver sem ilusões. Gosto de ser mas gosto muito mais de saber.
Gosto das risadas dos meus filhos mas gosto sobretudo das partilhas, gosto da correria do dia-a-dia mas também gosto do sossego da noite, gosto dos abraços dos teus e dos deles. Gosto sem explicações porque simplesmente gosto.
Gosto de Gostar e gosto especialmente do que acabei de escrever. Sei lá Gosto !!!!